Perdas auditivas e exposição ao ruído de professores de música
Coordenador: Rui Bettencourt Melo
Equipa (no CIAUD): Filipa Carvalho
Equipa (fora do CIAUD): Ana Delgado
Data de início: Setembro/2014
Data de conclusão: Março/2016
Linhas de Investigação: Principal: Ergonomia Transversal: Otimização da Interação Humana
Financiamento: UID/EAT/4008/2013
Parceiros: Escola Superior de Música, Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Serviço de Saúde Ocupacional do Instituto Politécnico de Lisboa.
Resumo
A música é comummente identificada como fonte de prazer e a maior parte dos professores de música não se dá conta do potencial lesivo dos instrumentos. Talvez mais do que qualquer outro profissional, os professors de música dependem da sua capacidade auditiva para trabalhar. Por essa razão, uma perda auditiva terá maior impacto na sua capacidade de ganho e na sua qualidade de vida do que na do público em geral. O ensino de diferentes instrumentos musicais e a direção de bandas e de coros expõe-nos a diferentes fontes de ruído.
O estudo tem 4 objetivos principais: verificar se a exposição diária destes professores ao ruído constitui um risco de perda auditiva, avaliar a sua acuidade auditiva, consciencializar estes profissionais do risco associado a determinados tipos de música e providenciar orientações para a minimização do risco de perdas auditivas.
Vinte professores de música acederam em participar no estudo. As medições de ruído fizeram-se com um sonómetro e os testes audiométricos foram realizados por técnicos de saúde qualificados. Foi desenvolvido um questionário com vista à recolha de dados relevantes para a avaliação da exposição diária ao ruído e ao estabelecimento de relações entre as variáveis analisadas.
Resultados (obtidos ou esperados)
Os resultados preliminares indicam que a exposição ao ruído de 80% dos professores de música é inferior a 80 dB(A), enquanto que 10% se encontram no intervalo 80-85 dB(A) e 5% estão entre 85 and 87 dB(A). Foi diagnosticada hipoacusia sensorioneural ligeira a 10% dos trabalhadores, no ouvido esquerdo, e 15%, no ouvido direito. Estes profissionais não utilizam protetores auditivos individuais, visto 65% considerar que interferem nas suas atividades diárias.
Estes resultados serão apresentados no International Symposium on Occupational Safety & Hygiene, Guimarães-Portugal, e no 7th International Conference on Applied Human Factors and Ergonomics, Orlando-USA em 2016.
Atualizado a 8 de Setembro de 2016